Era uma vez…
No século XV quem reinava o reino dos portugueses era El Rei D, Manuel. Era um Rei bondoso com o seu povo, sábio, toda a gente gostava dele, tinha uma boa relação com outros povos, era extremamente comunicativo. Na corte pairava um sentimento natalício, que fora incutido pelo Rei. Mas certo dia, por essa altura, a corte amanheceu com um súbito alerte sonoro que avisava “El Rei, D. Manuel, se encontrava muito doente”. Na cidade, onde se montavam as bancas dos comerciantes e entre os bêbados a saírem dos bordéis, já se comentava que a carruagem médica da corte, durante a noite, se tinha deslocado até ao palácio. Entre histórias e maldições dizia-se que EL Rei tivera chamado a feiticeira dos bosques encantados, o mágico da montanha mais alta, cientistas, monges e os magos. Não encontravam solução para tão amado rei. O povo ocorre ao palácio para mostrar a sua solidariedade para com o rei e oferecem-se para ajudar. Então o Rei decide escrever uma carta, pedindo ajuda aos seus embaixadores. Já o sol ía alto, passava do meio-dia, então Pedro, servo de El Rei, sai a cavalo, galopando rapidamente no meio da burguesia e do povo e vai ao encontro dos paços das embaixadas.
Pedro, do cimo da porta alta e larga da embaixada lê a carta que El Rei tivera escrito:
Caros irmãos escutistas embaixadores:
Eu, D. Manuel, vosso Rei, mando-vos em minha pessoal missiva, meu servo Pedro, para que seja feita a minha vontade e vosso dever como Portugueses e membros desta Corte.
Como sabeis, estou muito doente, com febres altíssimas e delírios constantes. As medicinas que temos em nossa Corte não estão a resultar. Vós, embaixadores do reino, que andais por esse mundo fora como representantes de Portugal e defendeis as nossas conquistas e interesses culturais e económicos, peço-vos que partam em busca de uma fórmula milagrosa nas vastas culturas com que trabalhais todos os dias e me tragam uma solução que me possibilite a cura deste mal.
Só na união das culturas estará a cura do Vosso Rei.”
No dia seguinte os embaixadores partem para os vários reinos em busca da cura. Esses reinos eram: Ucrânia, China, Cigana, Cabo Verde e Brasil. Nessa busca eles descobrem que as culturas são muito diferentes, mas que tem aspectos em comum com a nossa e entre elas, e que só na união de todos os conhecimentos se poderá salvar o Rei. No final os embaixadores descobrem que só as fórmulas combinadas é que resolvem o problema do Rei. Após a cura do Rei este decide fazer uma grande festa na sua corte com os embaixadores e o povo.